segunda-feira, 12 de junho de 2017

Os melhores dias do ano já cá estão!



Chegaram as festas e arraiais populares, o calor, os grelhados pelas ruas, flores e grinaldas coloridas a enfeitar as varandas, os jacarandás em flor por toda a cidade, as férias no horizonte e a feira do livro de Lisboa!

Este ano coloquei dois cadeirões de exterior na mini-varanda e não sobra espaço para mais nada. Claramente uma situação em que tive "mais olhos que barriga". :) Ainda assim, com muito boa vontade, é possível almoçarmos lá fora umas saladas leves e tudo o que não ocupe muito espaço e possa ser comido com o prato ao colo. :/ E o prazer de poder recostar-me naquelas almofadas ao pequeno almoço ou ao fim de alguns destes dias quentes também não é de desprezar.

Vejo-vos mais logo pelas ruas de Lisboa?




terça-feira, 30 de maio de 2017

vestida por... mim!




No último fim de semana consegui terminar uma peça de roupa minimamente usável - apesar de  bastante imperfeita. É um vestido amarelo e ficou larguíssimo mas estou feliz na mesma (mais vale largo que apertado  - Am I right?). Usei um tecido baratinho porque tinha receio de estragar tudo e ser um desperdício, mas acabo por concluir que a tarefa teria corrido melhor se o tecido não fosse tão mau. Foi um teste. Com o tempo vamos lá!

Quando ainda andava a estudar (no 3º ciclo e no secundário) cheguei a ir várias vezes para a escola com roupas feitas por mim. Ainda hoje me questiono como é que isso era possível. Agradeço a paciência e benevolência da minha mãe por ter aturado a minha adolescência. Não sei como sobrevivi às parvoíces que fazia mas, por outro lado, tenho alguma pena de a idade nos trazer esta coisa a que chamam "bom senso" que nos faz tão mais retraídos. Este ano não há-de acabar sem que eu saia à rua com roupa feita por mim!




quinta-feira, 18 de maio de 2017

Papas de aveia - sem limites :)



As papas de flocos de aveia são uma daquelas coisas que sempre fizeram parte da minha vida. A minha mãe fazia-as, a minha avó também, habituei-me a prepará-las de mil e uma maneiras mas nunca lhes dei grande  atenção por serem tão habituais lá em casa. Fáceis de fazer, saborosas, rápidas e muito saciantes, eram a escolha frequente nos dias em que apetecia um pequeno almoço mais substancial ou quando faltavam ideias para despachar o jantar. Durante muito tempo, as minhas preferidas eram as que fazíamos ao jeito do arroz doce: flocos cozidos em leite com um pau de canela, raspa de limão e açúcar integral de cana. Hoje já não sou grande fã de misturar canela e limão, mas antes era assim mesmo que gostava! Cozidas em água também não aprecio, ficam pouco cremosas. Mas agora não faltam alternativas de leites vegetais bem saborosos como os de amêndoa, avelã, caju, arroz ou mesmo de aveia (tentem fazer em casa porque são mesmo fáceis ou tenham atenção e evitem comprar os que tenham açúcares adicionados).

Nunca abandonei completamente a aveia mas, durante uns tempos, apeteciam-me mais as papas não cozidas - as "overnight oats" como estas de que vos cheguei a falar - que ficam a amolecer durante a noite e nos esperam prontinhas ao pequeno almoço. Recentemente redescobri o prazer de uma boas papas cozidas e cremosas porque percebi que não há muitos limites para a criatividade - e a aveia é mais bem digerida depois de cozida. Há versões que não acabam e podemos sempre inventar e descobrir novas formas de as melhorar.

Na imagem, a preferida do momento: com curcuma e cardamomo, entre várias outras coisas deliciosas. Fica boa e bonita, além de nos fazer muito bem. Dá para prepararmos doses maiores e despacharmos logo vários pequenos almoços de uma vez ou um lanche/almoço pronto a levar (se colocarmos num frasco, fica fácil de transportar).

Uma descoberta boa que fiz com a Catarina Beato no workshop na Maria Granel foi a maravilha que é adicionar uma colher de sopa de farinha de coco e/ou farinha de batata doce às papas porque ficam muito mais cremosas e o sabor também sai a ganhar.

Estou rendida. É bom voltar aos sabores de sempre e encontrar aquele conforto do que nos é familiar sem que deixe de nos surpreender todas as vezes!


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sexta-feira, 5 de maio de 2017

considerações climatéricas e outras secas




Só hoje é que me consegui despedir da página mais bonita do calendário Mollie Makes. Abril foi tão bom, caramba! Que mês! Não foi bom para a agricultura e também não é muito sensato ficar feliz com o que podem bem ser consequências muito palpáveis do aquecimento global, mas o "Abril chuvas mil" habitual não é tão saboroso como esta primavera a pedir praia. Acho que vêm agora mais alguns dias de chuva e pode ser que a seca equilibre. É que, na verdade, agora sim deveriam estar a chegar os dias quentes em que começa a apetecer dar uns mergulhos. Ao contrário de quase toda a gente, ainda não pus nem um pé na areia (descalço, pelo menos) e estou a precisar. Bora lá, Maio!

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segunda-feira, 24 de abril de 2017

Tróia num fim-de-semana grande




Amanhã, terça-feira, é feriado. Isso quer dizer que muito boa gente terá aproveitado para fazer uma ponte hoje e gozar um fim-de-semana prolongado de 4 dias - o que são praticamente umas férias! Não foi o meu caso (que já fui trabalhar - e bastante! - hoje) mas é bom fazê-lo já com a mira no facto de que a próxima segunda-feira também será feriado.

Tanto amanhã como na próxima semana, devo ficar por casa - tenho demasiadas coisas para fazer - mas, se estiverem mesmo a precisar de espairecer, deixo-vos a sugestão de umas das mini-férias recentes que fizémos: Tróia. Aquele sítio onde não se passa nada e que, por isso, é perfeito para descansar. Além de que fica "já ali" e é muito, muito bonito.

Vão ver que 3 dias lá vos hão-de saber a uma semana inteira de férias. :)















quarta-feira, 12 de abril de 2017

adenda ao post anterior


Eu não estou de férias. Só para ficar claro (e mais incrível!). :)

terça-feira, 11 de abril de 2017

dias bons, estes





Faltam só uns dias para a Páscoa. O tempo tem estado maravilhoso, com céu azul e um calor que só lembra férias (hoje, 29ºC em Lisboa!). Não esperava tanto de Abril. Tem sido perfeito. Tenho aproveitado muito bem o meu tempo e estou com aquela sensação rara de estar a conseguir adiantar muitas das coisas que passava a vida a adiar. Sabe tão bem!

Esta semana já fiz cortinados novos para todas as janelas da sala, furos na parede para alguns quadros que precisavam de espaço, remendos e arranjos em roupa que estava há demasiado tempo a pedir atenção, limpezas várias (até no lado de fora das janelas!), experimentei receitas novas, transplantei as minhas nespereiras que estavam mesmo a precisar de vasos maiores e hoje semeei as alfaces e cenouras que havemos de comer no Verão. Em maré produtiva, é aproveitar!


segunda-feira, 3 de abril de 2017

Há vida na varanda












Antes de começar a escrever aqui alguma coisa, hoje, dei-me mesmo ao trabalho de ir com uma fita métrica tirar as medidas à nossa mini-varanda. Tem 2,3m por 1,4m. Pouco mais de 3m2. Tudo para vos poder assegurar que é MESMO pequena e que, independentemente do pouco espaço que possam ter disponível, é possível terem uma pequena horta ou jardim em casa. Ainda por cima, a nossa fica num ventoso 9º andar e virada para o frio norte! Não há desculpas, portanto. :)

Posso garantir que poucas coisas sabem tão bem como vermos as nossas plantas todas a florirem e podermos ir apanhar ervas aromáticas ou flores comestíveis directamente da terra para a cozinha. Isto na cidade tem um valor incalculável! Claro que há quem tenha mesmo quintais e jardins (ou varandas/terraços com espaço decente) em plena cidade e seja mais fácil, mas não é preciso muito mais que vontade e um bocadinho de dedicação (nem é assim tanta! Mesmo só um bocadinho).

Bem sei que em "Abril, águas mil" e que "Março ventoso, abril chuvoso" mas vamos aproveitar um dia de cada vez - e esta semana prevê-se maravilhosa!

sábado, 25 de março de 2017

Não sou desperdício zero, mas gosto da contagem decrescente





Carregar frascos grandes de vidro não é das tarefas mais práticas e é, quanto a mim, um dos principais factores dissuasores para quem quer abraçar uma vida com menos plástico, menos desperdício e embalagens. Podemos ter a motivação certa mas é necessária uma força de vontade à prova de frustração (e braços tonificados) para se resistir à tentação da facilidade. E, convenhamos, em dias de muito trabalho, trânsito caótico, casas por arrumar, mil compromissos e sonos atrasados, é tão mais fácil ceder ao consumismo e fechar os olhos à quantidade de lixo descartável que trazemos para casa. O frio e a chuva vêm dificultar ainda mais a tarefa de resistirmos ao apelo do conforto. Mas é possível. Além disso, qualquer passo no sentido contribuirmos para um planeta com menos desperdício, vale sempre a pena. Nem que seja pelo sentimento de dever cumprido quando nos aninhamos ao final do dia!

O melhor? Reduzir, não só é bom para a nossa Terra, para o futuro, para os outros e para nós, mas é muito mais bonito. Para me incentivar a ser mais firme em alguns destes pequenos passos, peguei em retalhos que andavam cá por casa (restos de toalhas de mesa!) e fiz um saco de fundo largo (capaz de albergar confortavelmente os frascos maiores) com alças compridas e confortáveis para os ombros. Não é um saco que muda as circunstâncias, claro, mas, pelo menos, alegra-me os olhos e facilita-me um bocadinho os dias! 



o livro do HYGGE


Vendo. 10 euros.



Já li. Não faço questão de ficar com ele. "Passa a outro e não ao mesmo."


segunda-feira, 20 de março de 2017

balancete de contas




Este é o mês do meu aniversário e, lá está, queira ou não, acaba por ser sempre um tempo de balanço. Ponho-me a olhar para o que já passou, para o que aqui está agora e para o que ainda poderá vir. Mais do que isso, penso no que gostaria que o futuro trouxesse. Na verdade, é-me sempre mais fácil listar o que não quero na minha vida e aquilo de que não gosto, do que eleger exactamente o que quero. Não sei. É provável que já tenha menos anos por viver do que aqueles que já vivi e continuo sem saber o que quero fazer quando for grande. Não tenho grandes projectos e, pior que isso, não sei mesmo o que quero - por isso não é fácil delinear possíveis planos para o alcançar.

O que sei: que nada sei. :) Cada vez tenho mais consciência do quanto ainda não sei mas também me apercebo que há muitas coisas que não tenho mesmo nenhum interesse em saber.

Isto de andar um bocadinho à deriva é capaz de ser, em grande medida, uma questão geracional. Aquela clássica conversa: não temos "os empregos para toda a vida" das gerações anteriores, tirámos cursos que não sabemos bem como aplicar na vida real e vivemos um dia de cada vez à espera que a vida aconteça no futuro. Talvez isto seja só o SPM a falar. Até acho que vivo muito bem cada dia e, não fosse precisar tanto de 8 a 9h de sono diárias para funcionar, se calhar até tinha tempo para tudo o que gostaria.

Objectivos: Deus primeiro. Família antes dos amigos e ambos sempre antes do trabalho. Viver de-va-gar. Apreciar. Agradecer.

E a Primavera chegou esta manhã! Com mais ou menos brilho do Sol a espreitar por entre as núvens e apesar do frio e vento que regressaram, os dias vão crescendo e augurando a chegada de dias "mais longos" e das noites que apetecem. Vou esfregando as mãos em antecipação.

Bolo de requeijão com maple sirup

domingo, 19 de março de 2017

feijão-arroz




Não, não estou a falar de arroz com feijão, é mesmo uma leguminosa chamada feijão-arroz. Acho que poucos conhecem ou sabem da sua existência. Descobri-o há uns meses mas é dificílimo encontrar-se qualquer informação sobre ele - o que não deixa de ser estranho nesta era da informação, em que normalmente o difícil é triar entre tantos conteúdos disponíveis. Não, o feijão-arroz é maravilhoso e não se rendeu ao mundo virtual. Só o encontrei referido aqui.

Foi uma senhora beirã que me falou desta iguaria da sua aldeia natal na Beira Baixa e, como lhe disse que nunca antes tinha ouvido falar, muito simpaticamente trouxe-me um saquinho para podermos provar cá em casa. Adorei! É um grão branco e mais pequenino que o do feijão-frade (daí se entende o nome que resolveram chamar-lhe) mas o sabor é muito mais agradável.

Demolhei-o, cozi-o e acompanhei-o com um pesto tosco de cajus, manjericão, alho, malagueta, vinagre e azeite. Que delícia!

Se já conhecem o feijão-arroz e sabem onde o posso encontrar sem ter de me fazer à estrada "pelos caminhos de Portugal" à procura, agradeço. Caso nunca tenham provado, recomendo!

quarta-feira, 15 de março de 2017

Modernidade, pós-modernidade e "isto" que se lhes seguiu



Foi em Setembro que ficámos órfãos de gatos.
Na altura, foi tão duro que nem sequer me apetecia falar muito sobre o assunto. Não é que apeteça agora mas... passou meio ano e a informação já assentou, já parece real. Para quem nunca teve animais em casa, deve ser mesmo difícil compreender isto.

O mais estranho é que ainda não me habituei à ideia de que somos pessoas sem animais.

Casámos em 2003 e, desde então, sempre tivemos gatos. Primeiro eram dois, depois chegaram a ser cinco e seis por curtos períodos de tempo, foram três durante vários anos, depois só duas e, mais recentemente, apenas uma gatinha. Claro que sempre soubemos que eles têm uma esperança média de vida muito inferior à nossa mas, mesmo assim, não estava preparada. Mais de seis meses depois, ainda é frequente acontecer parecer-nos vê-la enroscadinha a dormitar em algum canto - para depois percebermos que é só uma camisola ou umas botas... na penumbra, tudo nos lembra aquela pequena. Tenho saudades, mas nunca mais quero passar por uma despedida daquelas. A vida continua. Mas diferente. Tão diferente! Numas coisas bem pior, noutras muito mais fácil.

(Agora façam como eu e divirtam-se a imaginar o ar de alguém que tivesse vivido há alguns séculos a ler este texto. Pronto, há muita gente contemporânea que reagirá da mesma maneira. Eu compreendo.)

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